terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ele é só um cara e não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. 
Existem muitos destinos. E quer mesmo saber? 
É um cara como todos os outros caras. Esse que te perguntou as horas no meio da rua podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista e até o padre. 
Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe que nome daria a um filho. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. 
E perdeu.
Ele é só um cara e você já esqueceu outros caras antes.




/achei em uma comunidade

domingo, 31 de outubro de 2010

Odeio vestibular!

Tensão, tensão mútua. Estudantes desesperados, chorando, e eu tentando transparecer uma calma e confiança inexistentes. Pessoas diferentes, bem vestidas, garotos bonitos. Uma cidade. Enorme. Meu tão esperado e desejado futuro.
Depois de esperar durante uma hora, tentar ler um pouco a fim de me distrair, flertar com um concorrente, enfim e infelizmente chegou a hora de enfrentar a prova tão temida. Medo, mãos e pernas tremendo e lá vamos nós. Respirei fundo e desejei desesperadamente um cigarro. Entrei na sala e lá estavam meus adversários. Queria gritar, sair correndo e tomar uma vodca o mais rápido possível. Infelizmente tive de enfrentar o tão esperado monstro.
Primeira questão e tenho vontade de desaparecer. por favor, um cigarro. Segunda questão e tiro de letra. Terceira questão muito fácil.
Não quero acahar nada antes de sair o resultado. Estou morrendo de medo. Odeio vestibular. Odeio passar por esse maldito processo seletivo.
Mas cruzem os dedos e vamos esperar o resultado.
Xoxo

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

E de repente ela sentiu um vazio enorme. Era como se tivessem arrancado alguma parte de sua alma. O frio já não mais a aquecia e sim tornava as coisas muito piores. O mundo dela havia desabado. Não tinha mais com quem contar. Só conseguia ouvir o barulho do vento lá fora. Seu coração já não mais batia como antes. Era como se até ele tivesse desistido de tudo.
Passava horas trancada em seu quarto. Pensava no ontem. Pensava em quando ela não ligava para nada. Vivia a vida como era. Não pensava antes de fazer nada. Mas tudo mudou. Tentava achar o porquê daquilo tudo. Infelizmente não achou nenhuma resposta para todas as suas perguntas.
Já não aguentava mais a infernal rotina que estava levando. O tédio a irritava.
Decidiu, depois de muito pensar, que isso teria um fim. Ela estava cansada...
Assim que sua mãe chegou e foi até o banheiro, lá estava ela. Ela havia se matado. Não resistiu. Decidiu que iria por um fim naquilo e assim o fez.
 
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